Jesus, através da luz que brota de seu Natal, ilumina-nos e nos conforta por meio do papa Francisco. Ele nos convida a guardar a Divina Misericórdia dando-nos o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, aberto no último dia 08 de dezembro, sob o olhar materno da Imaculada Virgem Maria. O Ano Santo nos é apresentado com suas finalidades na Bula de Proclamação do Santo Padre: “Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus. Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação” (Misericordiae Vultus 1-2).

A Bula é um maravilhoso hino sobre a misericórdia do Pai. O papa afirma e nos recorda que o Senhor nos chama para entrar em sua misericórdia e nos transformar em homens e mulheres de misericórdia: “Será, portanto, um Ano Santo extraordinário para viver, na existência de cada dia, a misericórdia que o Pai, desde sempre, estende sobre nós. Neste Jubileu, deixemo-nos surpreender por Deus” (MV 25).

 

Santo Aníbal Maria Di Francia participava com muita fé dos eventos da Igreja. Em ocasião do Ano Santo de 1900, consagrado à memória da Redenção, na festa do Primeiro de Julho escolheu para Jesus o título de Redentor e para a Santíssima Virgem o de Corredentora. Animou com zelo os membros da Pia Obra e os fiéis; imprimiu um pequeno livro com apropriadas instruções, normas e orações; ordenou que nas comunidades durante todo o ano se oferecesse uma santa missa pelas intenções do Jubileu; foi pessoalmente a Roma para obter as indulgências, após ter se preparado com os exercícios espirituais em Pagani, com os Redentoristas (cf. TUSINO T., Memorie Biografiche, vol. III, p. 47 e 66). O nosso santo Fundador nos guie neste Ano Jubilar para que possamos nos aproximar com o coração renovado e reconciliado à fonte da Misericórdia.

 

O carisma que nos caracteriza brota da compaixão do Coração de Cristo e é um amor de ternura, como nos recorda papa Francisco, amor misericordioso. Esta dimensão constitui para cada um de nós um forte motivo para entrar como Rogacionistas no Ano Jubilar. Se tivermos esta motivação ideal, carismática, devemos encarná-la em escolhas concretas na vida cotidiana. Permitam-me algumas indicações que desejo oferecer com simplicidade na fraternidade:

- Vivamos o perdão e a misericórdia, com gestos concretos;

- aproximemo-nos com frequência do Sacramento da Reconciliação;

- coloquemo-nos efetivamente à disposição nas paróquias/santuários para o sacramento da Reconciliação (MV 17);

- testemunhemos e propaguemos o Rogate como obra da Divina Misericórdia, confiada aos bons operários da Eucaristia e da Reconciliação (MV 11);

- reforcemos, na vida fraterna e nas obras que animamos, o testemunho misericordioso, a caridade;

- evangelizemos e realizemos pessoalmente as obras de misericórdia corporais e espirituais (MV 15).

 

Entramos no Jubileu Extraordinário da Misericórdia e, ao mesmo tempo, vivemos os últimos dias do Ano da Vida Consagrada, que se concluirá no próximo dia 02 de fevereiro. No dia 31 de janeiro, quando nos encontraremos diante de Jesus Sacramentado para a Súplica ao Eterno Pai no Nome Santíssimo de Jesus, em comunhão com as Filhas do Divino Zelo e a Família do Rogate, renovaremos a nossa gratidão pelas graças recebidas neste ano abençoado. 

Estamos próximos ao Natal e a melhor acompanhante no presépio de Belém é Maria. Desejo, portanto, concluir esta mensagem com as palavras do papa Francisco: “O pensamento volta-se, agora, para a Mãe da Misericórdia. A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos, todos nós, redescobrir a alegria da ternura de Deus. Ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela misericórdia feita carne” (MV 24).

 

Pe. Angelo Ademir Mezzari, rcj
Superior Geral

 




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