20.10.2014


De 13 a 16 de outubro de 2014, em Atibaia (SP), realizou-se a 12ª Reunião Conjunta da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CMOVC-CNBB). O encontro reuniu os coordenadores Regionais da Pastoral Vocacional / Serviço de Animação Vocacional (PV/SAV) e os organismos afins da Comissão, ou seja, os diáconos (CND - Comissão Nacional dos Diáconos), os padres (CNP – Comissão Nacional dos Presbíteros), a vida consagrada (CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil; CNIS – Conferência Nacional dos Institutos Seculares), os formadores (OSIB – Organização dos Seminários e Institutos do Brasil) e o Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Participaram, também, Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas (TO), presidente da CMOVC-CNBB e bispo referencial da CNP e da CND, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e bispo referencial na Comissão para a Vida Consagrada, e Dom Waldemar Passini Dalbello, bispo de Goiânia (GO) e referencial na Comissão para a PV/SAV e a OSIB. O tema “Nova Evangelização e Cultura Pós-moderna” foi apresentado no primeiro dia do encontro, com a assessoria do Pe. Leomar Brustolin, professor de Antropologia Teológica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), membro da diocese de Caxias do Sul (RS). O conteúdo foi analisado e aprofundado nos organismos, em vista da aplicação prática. Os organismos também avaliaram as suas próprias atividades já realizadas em 2014 e puderam projetar aquelas futuras, com o objetivo de um trabalho em conjunto. Pe. Leomar, em sua apresentação, definiu o que se entende por Pós-modernidade e o impacto que representa para a fé cristã. Definiu, ainda, a Nova Evangelização e sua incidência em nossa prática pastoral. Abordou os conceitos e deixou claro que se na modernidade a autonomia é pela pessoa, na pós-modernidade prevalece o plural. Isso acabou gerando certa insegurança e maior busca pelo transcendente. A cultura atual, mescla de modernidade, pré e pós-modernidade, acaba sendo um desafio para uma nova evangelização, que valorize o ser humano acima de tudo. Há uma crise e um clamor pela alteridade, uma sede a ser saciada, uma necessidade de se reencontrar com Jesus. A Nova Evangelização prevê a continuidade da evangelização, mas com novo ardor, novos métodos e novas expressões. Na verdade, trata-se de um novo dinamismo, renovando a experiência comunitária da fé e do anúncio num novo contexto cultural, social, politico e econômico. Exige nova atitude de todos, conversão, cultura do encontro, proximidade, acolhida e vida fraterna, processos participativos.








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