11.02.2015


A Festa do Batismo de Jesus concluiu o Tempo de Natal e abriu as portas do Tempo Comum, o qual terá uma interrupção para o Tempo da Quaresma e o Tempo Pascal. É o ritmo litúrgico da Igreja, todo ele vocacional. Pelo Batismo tornamo-nos todos filhos e filhas muito amados de Deus e somos chamados a ser PROFETAS, anunciadores da Palavra de Deus, coerentes, justos...; REIS servidores; PASTORES, sacerdotes, guias. Devemos todos SERVIR e ANUNCIAR o Evangelho com alegria, combater injustiças, guiar, testemunhar, pastorear, a exemplo do Bom Pastor. Nós, Família do Rogate, além das imagens do Coração de Jesus e do Bom Pastor, cultivamos em nossas vidas o exemplo de Santo Aníbal Maria Di Francia. Aníbal procurou ser coerente com sua vocação sacerdotal, com seu Batismo, e conseguiu ampliar ainda mais esta “Teologia do Seguimento”, de ser Discípulo Missionário de Jesus. Com sua oração chegou ao Rogate, mandamento de Jesus expresso em Mateus e Lucas (cf. Mt 9,35-38; Lc 10,2) e até então desconhecido. Percebeu que era um remédio aos males e problemas de sua época (pobreza e exclusão). Jesus nos deixou este mandamento, esta indicação, após VER as necessidades e as doenças do povo, saindo, percorrendo “aldeias e povoados”. Hoje o papa Francisco insiste em falar no resgate da Cultura do Encontro: sair e ir ao encontro dos outros. Foi o que Jesus fez, foi o que Santo Aníbal fazia, é o que temos de fazer hoje. "Ir, sem medo, para servir", provocou-nos o papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude de 2013 no Rio de Janeiro. Pois bem, após ir, ver e servir, Jesus sentiu COMPAIXÃO. Um sentimento não fácil, pois pressupõe AMOR. Quem não ama não é capaz de sentir compaixão. Jesus sentiu compaixão porque tinha um Coração que verdadeiramente amava. “Ensina-nos a amar”, temos que pedir cotidianamente ao Pai, Senhor da messe. Se Jesus VIU, sentiu COMPAIXÃO porque AMAVA, e nos deixou o mandamento do ROGATE; se Santo Aníbal VIU o seu contexto tão necessitado (simbolizado por Avinhão), sentiu COMPAIXÃO porque AMAVA, e nos mostrou o que o próprio Jesus tinha nos indicado (o Rogate); hoje somos nós os convidados a VER (se ainda não vimos o quanto há de desafios na messe), somos nós os convidados a sentir COMPAIXÃO (com o pressuposto de AMAR ou aprender a AMAR), somos nós os convidados a compreender o Rogate e zelar para que seja compreendido... Que possamos rezar pelas vocações com testemunho de vida profética, de servidor, de guia; que o Coração de Jesus, cheio de compaixão, juntamente com Jesus Bom Pastor, possam ser as imagens iluminadoras do nosso dia a dia. Os desafios são muitos, mas a grande força conseguiremos na oração ao Pai, Senhor da messe, pedindo que nos conceda a graça de renovar o nosso Batismo a cada novo dia. Rezemos, pois, uns pelos outros, por toda a Família do Rogate, por todos os necessitados, por toda a Igreja. Enviai, Senhor, operários e operárias à vossa messe!








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