No dia 1º de junho a Família do Rogate celebra seu padroeiro, Santo Aníbal Maria Di Francia. Trata-se de um dia especial não apenas para quem já o conhece, ou que já compreende o significado amplo do carisma Rogate, mas também para todos os animadores e animadoras vocacionais, membros das Equipes Vocacionais Paroquiais (EVPs), participantes da Pastoral Vocacional ou do Serviço de Animação Vocacional (PV/SAV). Isso mesmo! Santo Aníbal é o padroeiro da animação vocacional! Um santo a ser descoberto, uma pessoa que se dedicou totalmente ao mandamento de Jesus, expresso nos evangelhos de Mateus e Lucas: "Rogai (=Rogate, em latim) ao Senhor da messe, que envie operários..." (Mt 9,35-38; Lc 10,2).

 

Para quem não está acostumado a ouvir a palavra Rogate e nem sabe exatamente o seu significado, eis uma explicação sintética:

"Com o termo Rogate se entende, comumente, o contexto inteiro de Mt 9,35-38 e de Lc 10,1-2. É, portanto, entendido, em sentido pleno, como mandamento de Cristo, oração e espírito de oração pelos bons operários. O Rogate é também a espiritualidade típica de Santo Aníbal Maria Di Francia e de todos os que a ele se sentem atraídos" (DI CARLUCCIO, L. Aníbal Di Francia: precursor e mestre da moderna pastoral vocacional. São Paulo, EAR, 2001, p. 5).

 

Padroeiro, patrono, protetor, defensor, advogado... Temos o costume de eleger o nosso (ou a nossa, como Aparecida, padroeira do povo brasileiro, ou Guadalupe, patrona de todo o continente latino-americano). Esta escolha não ocorre por acaso. Há motivações ou fundamentos que podem ser pastorais, teológicos, eclesiológicos. Santo Aníbal como padroeiro da animação vocacional não foge à regra. Ele também é considerado Profeta do Rogate pelos teólogos que já conhecem sua trajetória de vida. Utilizando um breve relato de um destes teólogos, o italiano Luigi Di Carluccio, perceberemos isso:

 

"A convicção [de que Aníbal Maria Di Francia é considerado Profeta do Rogate] decorre espontânea, iluminada pela personalidade, pensamento e ação de um homem que, por primeiro na Igreja moderna, intuiu a desproporção entre as multidões abandonadas e o número dos chamados ao serviço, de pastores e guias, como também a qualidade. Da evidente impossibilidade de enfrentar apenas com meios naturais a grandeza da messe madura, ele deduzia, com uma peculiar inspiração divina, o apelo a este espírito de oração, que, do contexto evangélico que se insere, chamou Rogate. Do Rogate, entendido como oração e alma da Pastoral Vocacional, apelo de Cristo e resposta generosa de seus discípulos em todo tempo, Pe. Aníbal se fez humilde servidor, profeta itinerante e muitas vezes incompreendido. A incompreensão é a nota que acompanha constantemente o caminho desta grande ideia. É desconcertante, de fato, observar ao redor da mensagem do Rogate um espaço de indiferença, uma decodificação, ora desfocada, ora exagerada, que não se pode definir como culpável, a não ser na medida em que a culpa está na ignorância dos receptores ou no atraso de uma época.

 

"Tenta-se, sobretudo, compreender. Não se trata, de fato, de entender ou não entender a palavra de um homem, mas de resistir a um ensinamento enfático de Cristo, registrado por duas vezes nos evangelhos. Refletindo sobre esta omissão de fé, ainda mais de homens da Igreja, Pe. Aníbal se refugiava, com muito espírito de caridade, nos desígnios imperscrutáveis de Deus. Havia escrito centenas e centenas de cartas aos bispos, em muitas ocasiões, pedindo sempre e somente que dessem atenção à oração do Rogate, para o bem mesmo das dioceses, atingidas pela crise das vocações eclesiásticas. Recebia, geralmente, acolhida mais formal que efetiva. Para ele, a obediência ao Rogate se colocava em termos de extrema realidade e de sério envolvimento das pessoas e das estruturas.

"Existem duas cartas de 1921 ao bispo de Parma, Dom Guido Maria Conforti, generosa figura de pastor e missionário, nas quais se percebe que o espírito do Pe. Aníbal se debruçava em uma reflexão confidencial, que era também um desabafo, encontrando-se diante de uma alma gêmea, ardente de santo zelo, como ele. Propõe-lhe, entre outras coisas, favorecer na sua diocese o desenvolvimento da oração rogacionista, como aquela que certamente dará impulso também às obras missionárias, que sentem a falta dos bons operários. Mas, eis que brota a amargura por aquilo que definimos como omissão e indiferença ao Rogate: '...Para mim é objeto de maravilha o pouco fervor com que muitas vezes não se dá a uma ordem assim tão importante do Divino Zelo do Coração de Jesus, aquela importância que merece. É algo que tem seus mistérios...'

 

"No plano histórico talvez as razões existissem e Pe. Aníbal não era assim tão ingênuo, a ponto de não ver. O fato é que, mistério ou responsabilidade humana - que seja - a profecia do Rogate teve um caminho longo e tortuoso antes de desembocar na estrada mestra, que a conduziu, pois, na consciência da Igreja e da própria sociedade. Lendo, hoje, qualquer das mensagens dos papas para o anual Dia Mundial de Oração pelas Vocações, aparece óbvia a linguagem rica de referências evangélicas e de elementos teológicos. Nem parece verdade que possa ter havido uma pré-história da Pastoral Vocacional há tão pouco tempo. O apóstolo de Messina foi um dos primeiros a formulá-la e na qual, por primeiro, dava um destaque transcendente, tanto em termos doutrinais, quanto na atuação concreta. No entanto, foi a ele reservada uma grande espera nos primórdios da consciência eclesial.

 

"É bom ver, agora, o que ele escreveu, não para criar polêmica, mas para melhor perceber a distância entre ele e sua época: 'Com grande dor, minha e dos meus, não conseguimos até agora, nem mesmo por um momento, que o Sumo Pontífice desse atenção à esta pequena obra, em vista do seu santo objetivo...' O sacerdote do Rogate (estamos com a citação de 1902) sentirá esta dor ainda por 25 anos (faleceu em 1927). Gritará o mandamento de Cristo num contexto socioeclesial, que finalmente se dignará de ouvir aquele apelo, deixando, porém, um longo caminho a ser percorrido. Mas, a sua missão ele havia cumprido, a de unir, em uma relação inseparável, o drama da sociedade moderna com a animação messiânica dos chamados e a oração ao Senhor. É por isso que não se pode traçar a história da Pastoral Vocacional na Igreja moderna sem voltar a atenção sobre aquele que foi o seu precursor: Aníbal Maria Di Francia" (DI CARLUCCIO, L. Aníbal Di Francia: precursor e mestre da moderna pastoral vocacional, p. 5-7).

 

Recordemos que o Dia Mundial de Oração pelas Vocações foi instituído em 1964, pelo então papa Paulo VI. A influência de Santo Aníbal fica evidente!

 

Santo Aníbal Maria Di Francia, rogai por nós, protegei e animai a todos os animadores vocacionais!

 

Pe. Juarez Albino Destro, RCJ

Superior Provincial





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