Eis o tema da mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, neste ano celebrado em 21 de abril de 2013. A mensagem foi enviada ainda na gestão do papa Bento XVI

 

O tema da mensagem de Bento XVI para o 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações está dentro do contexto do Ano da Fé e do cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. De fato, quando o então papa Paulo VI instituiu, em 1964, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, a Igreja estava em plena assembleia conciliar. Assim falou Paulo VI, em uma mensagem pelo rádio, no dia 11 de abril de 1964: "O problema do número suficiente de sacerdotes interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o evangelho".

 

Bento XVI, na mensagem para o 50º Dia Mundial, após afirmar que a esperança é expectativa de algo positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos, faz uma pergunta estratégica:

 

Onde se baseia a nossa esperança?

O papa inicia a resposta à pergunta resgatando a história do povo de Israel. Mesmo nos momentos de maior dificuldade, como o exílio, os profetas não cessam de fazer memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas. "Memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo – ‘esperando contra toda a esperança, acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: Assim será a tua descendência’ (Rm 4,18)".

 

A fidelidade de Deus foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com a humanidade por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

 

O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à sua palavra. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como o salmista: "Só em Deus descansa a minha alma, dele vem a minha esperança" (Sl 62/61,6).

 

Ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas.

 

A esperança "é, de fato, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos e esperança. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a plenitude da fé (10,22) com a imutável profissão da esperança (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), esperança equivale à " (Enc. Spe Salvi, 2).

 

 

Bento XVI, na mensagem, dirige-nos mais uma pergunta estratégica:

Em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar com firme esperança?

E responde: "A fidelidade de Deus consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo" (cf. Rm 5,5). Este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, interpela a nossa existência, pede a cada um de nós uma resposta a propósito do que fazer de nossas vidas e quanto estamos dispostos a apostar em sua realização. Este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros.

O que seria de nossas vidas sem este amor de Deus?

"Deus cuida do ser humano desde a criação até o fim dos tempos, quando completa o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado temos a certeza da nossa esperança", afirma o papa. Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e nos vê imersos nas nossas atividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que ele continua a nos dirigir a sua palavra, chama-nos a realizar a nossa vida com ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança.

Jesus nos repete também hoje: "Vem e segue-me!" (Mc10,21)

Para acolher este convite é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-lo significa colocar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-lhe verdadeiramente a precedência, antepô-lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-lhe a própria vida, viver com ele em profunda intimidade, por ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs.

As vocações sacerdotais e à vida consagrada nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós.

É muito mais fácil aceitar o convite de Deus nas comunidades que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao evangelho, uma paixão missionária. Fé, testemunho e missão, alimentados pela Eucaristia e constante oração. Tudo isso faz com que a pessoa doe-se totalmente ao serviço do Reino de Deus. A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta, suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança ao mundo.

Diáconos, padres, bispos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, com o testemunho de sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe o chamado divino para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização.

Para rezar, com a mente e o coração, no Dia Mundial de Oração pelas Vocações:

 

Senhor da messe, fazei com que não faltem animadores vocacionais zelosos,
que estejam sempre ao lado dos jovens como "companheiros"
para os ajudarem a reconhecer Cristo, "Caminho, Verdade e Vida";
para lhes propor com coragem evangélica a beleza de servir a Deus e aos irmãos.
Fazei com que não faltem sacerdotes e pessoas de vida consagrada,
que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante e cheio de vida,
baseado na fé daquele que nos amou primeiro.

 

Que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efêmeras,
cultivem os valores, as opções radicais por um serviço ao próximo,
seguindo os passos do vosso Filho, Jesus;
que não tenham medo de segui-lo e de percorrer os caminhos exigentes
e corajosos da caridade e do compromisso generoso;
que possam sentir a felicidade de vos servir,
que sejam testemunhas da alegria que o mundo não pode dar,
que sejam chamas vivas de um amor infinito e eterno,
que aprendam a cada dia dar razão da vossa esperança.
Assim seja!

 

Para rezar, sempre, todos os dias e em todos os momentos:
Enviai, Senhor, operários e operárias à vossa messe".

 

Pe. Juarez Albino Destro, RCJ
Sup. Prov.





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