Em 1º de junho celebramos a Solenidade de santo Aníbal Maria Di Francia (05/07/1851-1º/06/1927). Não é qualquer santo na Igreja. É o homem da oração pelas vocações, algo que na Igreja se esquecia de evidenciar e que este santo via como essencial. Nascido em Messina (Itália), foi padre, místico, poeta e jornalista.

 

A santidade de sua vida não constitui um baú de realizações mágicas. Ao contrário, seu realismo prático e sua fé mística o fizeram conquistador de almas e inovador no meio eclesial do seu tempo. De fato, ainda jovem, antes de ser ordenado padre, seu testemunho de vida já era de santidade. O objetivo era a glória de Deus. O meio foi a oração e a prática da caridade. Mas isso, ainda assim, não é novidade na história da Igreja. Quase todos os santos tiveram uma vida intensa de oração e uma constante ação caritativa. E todos fizeram isso para a glória de Deus.

 

Mérito de Aníbal Maria foi descobrir que na Igreja, e fora dela, para rezar e praticar a caridade era preciso ter bons operários. Foi nas páginas dos evangelhos de Mateus e de Lucas que o padre, poeta e jornalista descobriu as doces palavras pronunciadas por Jesus: a messe é grande, mas os operários são poucos. Envia, Senhor, operários e operárias à vossa messe. O contexto é afetuoso: Jesus sente compaixão pela multidão cansada e abatida. Mas é também missionário: ele envia os discípulos, dois a dois.

 

Rezar pelas vocações, peregrinar pelas ruas de Messina, pelos arredores da Itália, divulgando a oração e sendo, ele mesmo, bom operário, pode ser o resumo da vida de Aníbal Maria Di Francia. De fato, inserido num contexto pós-guerra, com alto índice de orfandade, numa conjuntura italiana da segunda metade do século XIX, o santo de Messina iniciou uma pequena obra na periferia de sua cidade, num lugar chamado Avinhone. Lá, com a ajuda das Filhas do Divino Zelo (instituto fundado por ele em 1987), armou sua tenda. Deixou a fama de jornalista e poeta, as pompas religiosas e de nobreza, para ir morar no lugar do mendigo Zancone que, fingindo-se de cego, motivou o santo das vocações a morar na periferia. Mais tarde, depois do surgimento das religiosas Filhas do Divino Zelo, vieram os Rogacionistas (fundados em 1897). Aníbal amou suas crianças e suplicou incessantemente por elas, a Deus e aos seres humanos.

 

Rogacionistas e Filhas do Divino Zelo, e tantos outros movimentos e associações ligados a santo Aníbal Maria Di Francia, nascidos na periferia do mundo, continuam a missão vocacional e caritativa deste santo operário na messe. Nesta Solenidade de sua memória queremos render graças ao Pai pelas maravilhas que temos experimentado ao longo dos anos. Até hoje! Somos profundamente gratos pela iniciativa de Aníbal Maria Di Francia. Somos felizes porque herdamos um carisma grandioso, fruto da oração de Jesus, do seu sentimento de compaixão e do seu empenho missionário. Nascemos numa favela, para nela rezar e trabalhar pelas vocações. Rendamos graças a Deus pelas maravilhas operadas em nossa história, em nossas vidas pessoais.

 

São Paulo, 1º de junho de 2013

Ir. Sival Soares, RCJ




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