Nós, Família do Rogate, somos privilegiados! Cada dia tratamos com as Sagradas Escrituras, com os Sacramentos da fé, com o Magistério da Igreja e com as pessoas que reclamam nossa atenção e nosso serviço. Na vida diária temos o privilégio de meditar a Palavra, participar da Eucaristia – “Fração do Pão” – e repartir o perdão.

 

Somos privilegiados porque nos dedicamos a fazer aquilo que gostamos: construir comunidades, atender os pobres, rezar e promover todas as vocações e ministérios. 

 

Somos privilegiados porque somos livres para amar, servir, levantar a voz em defesa dos excluídos, clamar por justiça e indicar a grandeza da vocação humana: Deus. 

 

Somos privilegiados porque temos trabalho no meio de uma sociedade repleta de pessoas desempregadas, que experimentam a insegurança e muitas carências. Nós, pelo contrário, temos pão, casa, trabalho assegurado...

 

Privilegiados também porque temos a oportunidade de nos afastarmos das fadigas cotidianas para rezar e descansar com o Senhor. Quantas pessoas dariam tudo por uma experiência semelhante! De igual maneira, temos o privilégio de organizar encontros, assembleias e tantos momentos de síntese e projeção. 

 

Apesar de tantos privilégios, temos mais consciência das carências que das possibilidades, citamos muito o que nos falta e esquecemos o que nos enriquece. Falamos mais do pecado que da graça, dos defeitos que nos perseguem que de nossas fortalezas e virtudes. 

 

Precisamos derrotar esta atitude pessimista. Temos que derrotar o demônio do olhar negativo e desesperançador, o demônio de uma vida depressiva e angustiada. Podemos dar graças, redescobrir as bênçãos, valorizar os dons que recebemos e agradecer os sonhos que temos e vamos construindo pouco a pouco. É imprescindível abrir-nos à força do Espírito que nos doa o Carisma do Rogate e nos empurra à missão.

 

Somos privilegiados porque as pessoas nos rodeiam com carinho e nos abrem o coração. Somos ponto de referência para muitos. Nossas opiniões lhes parecem importantes. A verdade é que, na maioria das vezes, estamos rodeados de muito afeto e ganhamos tantos irmãos, irmãs e filhos e filhas. Quantas pessoas nos acolhem e nos dispensam grande amor.

 

Somos privilegiados pela comunidade que nos acolhe, pelos irmãos com quem partilhamos as fadigas, as esperanças e a Eucaristia. Mesmo assim, reconhecemos que não é fácil amadurecer no amor e nos afetos. Em realidade, para ninguém é fácil este capítulo tão essencial da vida. 

 

Também não é fácil participar de um grupo implacável. É triste constatar, uma e outra vez, o mal que nos tratamos, o muito que julgamos, a pouca misericórdia que mutuamente temos. Às vezes são lutas de poder, de espaço ou outras dificuldades, como aplaudir o êxito do irmão, da irmã, ou perdoar sua fraqueza. Aqui nos confrontamos com a incoerência entre o Evangelho que pregamos e o que dele alcançamos a viver.

 

Mesmo assinalando estas dificuldades de caminhada não deixamos de ser pessoas privilegiadas. Pode alguém sonhar com uma missão mais gratificante, com um carisma mais lindo e atual, com uma vocação mais sublime e um serviço tão importante para a Igreja e para o mundo? 

 

Quantos paradoxos nos rodeiam. Um mundo tão rico com uma multidão de pessoas pobres e necessitadas de tudo. Mas há de brilhar nossa fé, nossa esperança e o testemunho de nossa consagração ao Rogate. Exatamente aqui, nestes tempos difíceis, de mudanças profundas e novos paradigmas, que reconhecemos a nova messe do Senhor, Patrão sempre fiel que nos chama a ser bons operários e operárias.

 

E Deus nos livre do pecado da indiferença que podemos cometer ao tomar distância dos desafios de nossas comunidades ou mesmo da sociedade e de todo o mundo.

 

Por isso, para concluir, queremos repetir: nós, Família do Rogate, somos muito privilegiados. E desde a perspectiva do Carisma Rogate, com toda a trajetória que nos remete ao tempo de Santo Aníbal Maria Di Francia, queremos avançar os passos com a fé e a esperança de profeta: “Eis que eu estou fazendo coisas novas, estão surgindo agora e vós não percebeis? Sim, no deserto eu abro um caminho, rasgo rios na terra seca [...] para dar de beber ao meu povo, o meu escolhido” (Is 43,19-20).

 

Pe. Gilson Luiz Maia, RCJ

Conselheiro do Rogate - Laicato




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