Estamos no Tempo do Advento, um novo Ano Litúrgico. Juntos com toda a Igreja rezamos e invocamos: “Vinde, adoremos o Rei que vai chegar” (antífona do Salmo Invitatório da nossa Liturgia das Horas). No Hino das Laudes afirmamos: “os sonhos maus se afastem, refulja o Cristo em nós. Despertem os que dormem... um novo sol já brilha... venha com amor.” Sim, queremos nos preparar, queremos estar despertos, desejamos sentir em nossos corações e na nossa sociedade este novo sol, radiante, desejamos, enfim, sentir e vivenciar este amor divino em nós.

 

Alguém duvida das palavras de São Paulo à comunidade de Corinto (1Cor 13,2-3): “ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor de nada me vale”? É o “hino à caridade”. Mas, alerta o papa Francisco, a palavra “amor” muitas vezes não é bem compreendida. No hino à caridade vemos algumas características do autêntico amor:

 

É paciente, leva a servir; não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, nem guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor13,4-7).

 

Este Tempo do Advento é bastante propício para que aprofundemos cada uma destas características do amor. Poderemos fazer isso durante a meditação pessoal cotidiana, ou na Leitura Espiritual Comunitária, ou, ainda, no retiro da Comunidade... O texto vem da Exortação Apostólica Amoris Laetitia (n. 89-119), do papa Francisco, com pequenas adaptações. Espero que nos ajude a celebrar o Natal sentindo a alegria do amor.

 

O amor é paciente. Uma pessoa mostra-se paciente quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir. A paciência é uma qualidade do Deus da Aliança, que convida a imitá-lo no cotidiano. Os textos onde Paulo usa este termo devem ser lidos à luz do livro da Sabedoria (cf. 11,23; 12,2.15-18): ao mesmo tempo que se louva a moderação de Deus para dar tempo ao arrependimento, insiste-se no seu poder que se manifesta quando atua com misericórdia. A paciência de Deus é exercício da misericórdia de Deus para com o pecador e manifesta o verdadeiro poder. Ter paciência não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas ou permitir que nos tratem como objetos. O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro esperando que se cumpra unicamente a nossa vontade. Então tudo nos impacienta, tudo nos leva a reagir com agressividade. Se não cultivarmos a paciência, sempre acharemos desculpas para responder com ira, acabando por nos tornarmos pessoas que não sabem conviver, antissociais, incapazes de dominar os impulsos. Por isso, a Palavra de Deus exorta-nos: “Toda a espécie de azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós, juntamente com toda a maldade” (Ef 4,31). Esta paciência reforça-se quando reconheço que o outro, assim como é, também tem direito a viver comigo nesta terra. Não importa se é um estorvo para mim, se altera os meus planos, se me molesta com o seu modo de ser ou com as suas ideias, se não é em tudo como eu esperava. O amor possui sempre um sentido de profunda compaixão, que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, mesmo quando age de modo diferente daquilo que eu desejaria.

 

O amor leva a servir. A paciência é acompanhada por uma ação, ou uma reação dinâmica e criativa perante os outros. Indica que o amor beneficia e promove os outros. Impulsiona ao serviço. O amor não é apenas um sentimento, mas deve ser entendido no sentido que o verbo amar tem em hebraico: “fazer o bem”. Como dizia Santo Inácio de Loyola, “o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras” (Exercícios espirituais, Contemplação para alcançar o amor, 230). Assim poderá mostrar toda a sua fecundidade, permitindo-nos experimentar a felicidade de dar, a nobreza e grandeza de doar-se superabundantemente, sem calcular nem reclamar pagamento, mas apenas pelo prazer de dar e servir.

 

O amor cura a inveja. No amor não há lugar para sentir desgosto pelo bem do outro (cf. At 7,9;17,5). A inveja é uma tristeza pelo bem alheio, demonstrando que não nos interessa a felicidade dos outros, porque estamos concentrados exclusivamente no nosso bem-estar. Enquanto o amor nos faz sair de nós mesmos, a inveja leva a nos centrar em nós próprios. O verdadeiro amor aprecia os sucessos alheios, não os sente como uma ameaça. Aceita que cada um tenha dons distintos e caminhos diferentes na vida; e, consequentemente, procura descobrir o seu próprio caminho para ser feliz, deixando que os outros encontrem o deles. Entretanto, esta mesma raiz do amor leva-nos a rejeitar a injustiça de alguns terem muito e outros não terem nada, ou induz-nos a procurar que os próprios descartáveis da sociedade possam viver um pouco de alegria. Mas isto não é inveja; são anseios de equidade.

 

O amor não é arrogante, nem orgulhoso. Quem ama não só evita falar muito de si mesmo, mas, porque está centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro. A pessoa não deseja engrandecer-se diante dos outros. Não se trata apenas duma obsessão por mostrar as próprias qualidades; é pior: perde-se o sentido da realidade, a pessoa considera-se maior do que é, porque se crê mais espiritual ou sábia. A ciência incha, ao passo que a caridade edifica (cf. 1Cor 8,1). Por outras palavras, alguns julgam-se grandes porque sabem mais do que os outros, dedicando-se a impor-lhes exigências e a controlá-los; quando, na realidade, o que nos faz grandes é o amor que compreende, cuida, integra, está atento aos fracos. Às vezes, dá-se o contrário: aqueles que se consideram mais desenvolvidos, tornam-se arrogantes insuportáveis. A atitude de humildade aparece aqui como algo que faz parte do amor, porque, para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade. Jesus lembrava aos seus discípulos que, no mundo do poder, cada um procura dominar o outro, e acrescentava: “não seja assim entre vós” (Mt 20,26). A lógica do amor cristão não é a de quem se considera superior aos outros e precisa fazer-lhes sentir o seu poder, mas a de “quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo” (Mt 20,27). Na vida consagrada não pode reinar a lógica do domínio de uns sobre os outros, nem a competição para ver quem é mais inteligente ou poderoso, porque esta lógica acaba com o amor. Vale também o seguinte conselho: “Revesti-vos todos de humildade no trato uns com os outros, porque Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (1Pd 5,5).

 

O amor não atua de forma inconveniente. Amar é também tornar-se amável. Significa que o amor não age rudemente, não se mostra duro no trato. Os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos. Detesta fazer sofrer os outros. A cortesia é uma escola de sensibilidade e altruísmo, que exige que a pessoa cultive a sua mente e os seus sentidos, aprenda a ouvir, a falar e, em certos momentos, a calar. Ser amável não é um estilo que o cristão possa escolher ou rejeitar: faz parte das exigências irrenunciáveis do amor, por isso, todo ser humano está obrigado a ser afável com aqueles que o rodeiam. Diariamente, entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa existência, exige a delicadeza duma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração. O amor amável gera vínculos, cultiva laços, cria novas redes de integração, constrói um tecido social firme. Deste modo, uma pessoa protege-se a si mesma, pois, sem sentido de pertença, não se pode sustentar uma entrega aos outros, acabando cada um por buscar apenas as próprias conveniências, e a convivência torna-se impossível. Uma pessoa antissocial julga que os outros existem para satisfazer as suas necessidades e, quando o fazem, cumprem apenas o seu dever. Neste caso, não haveria espaço para a amabilidade do amor e a sua linguagem. A pessoa que ama é capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam, estimulam.

 

O amor não procura seu próprio interesse. Como se diz muitas vezes, para amar os outros, é preciso primeiro amar-se a si mesmo. Todavia o hino à caridade afirma que o amor “não procura o seu próprio interesse”. Perante uma afirmação assim clara da Sagrada Escritura, deve-se evitar de dar prioridade ao amor a si mesmo, como se fosse mais nobre do que o dom de si aos outros. Uma certa prioridade do amor a si mesmo só se pode entender como condição psicológica, pois uma pessoa que seja incapaz de se amar a si mesma sente dificuldade em amar os outros. Tomás de Aquino, na Suma Teológica, afirmou “ser mais próprio da caridade querer amar do que querer ser amado” (II-II, q. 27, art. 1, ad. 2). Por isso, o amor pode superar a justiça e transbordar gratuitamente “sem nada esperar em troca” (Lc 6,35), até chegar ao amor maior que é “dar a vida” pelos outros (Jo 15,13). Mas será possível um desprendimento assim, que permite dar gratuitamente e dar até ao fim? Sem dúvida, porque é o que pede o Evangelho: “Recebestes de graça, dai de graça” (Mt 10,8).

 

O amor não se irrita. Já vimos que o amor é paciente, evita reagir bruscamente perante as fraquezas ou erros dos outros. Agora aparece a possível reação interior de indignação provocada por algo exterior: irritação. Trata-se de uma violência interna, que nos põe à defesa perante os outros, como se fossem inimigos molestos a evitar. Alimentar esta agressividade íntima, de nada aproveita. Serve apenas para nos adoentar, acabando por nos isolar. A indignação é saudável quando nos leva a reagir perante uma grave injustiça, mas é prejudicial quando tende a impregnar todas as nossas atitudes para com os outros. O Evangelho convida a olhar primeiro a trave na própria vista (cf. Mt 7,5) e não podemos ignorar o convite constante da Palavra de Deus para não se alimentar a ira: “Não te deixes vencer pelo mal” (Rm 12,21), “não nos cansemos de fazer o bem” (Gl 6,9). Uma coisa é sentir a força da agressividade que irrompe, e outra é consentir nela, deixar que se torne uma atitude permanente: “Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26). Por isso, nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes. E como se deve fazer as pazes? Ajoelhar-se? Não! Para restabelecer a harmonia basta um pequeno gesto, uma coisa de nada, até sem palavras. Mas nunca devemos permitir que o dia termine sem fazer as pazes.

 

Quem ama, perdoa. Se permitirmos a entrada dum mau sentimento no nosso íntimo, damos lugar ao ressentimento que se aninha no coração. O contrário disto é o perdão; perdão fundado numa atitude positiva que procura compreender a fraqueza alheia e encontrar desculpas para a outra pessoa, como Jesus que diz: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Entretanto, a tendência costuma ser a de buscar cada vez mais culpas, imaginar cada vez mais maldades, supor todo o tipo de más intenções, e assim o ressentimento vai crescendo e cria raízes. Deste modo, qualquer erro ou queda do outro, do coirmão, pode danificar o vínculo de amor e a estabilidade ou harmonia da Casa Religiosa. O problema é que, às vezes, atribui-se a tudo a mesma gravidade, com o risco de tornar-se cruel perante qualquer erro do outro. A justa reivindicação dos próprios direitos torna-se mais uma persistente e constante sede de vingança do que uma sã defesa da própria dignidade. Quando estivermos ofendidos ou desiludidos, é possível e desejável o perdão; mas ninguém diz que seja fácil. Hoje sabemos que, para se poder perdoar, precisamos passar pela experiência libertadora de nos compreendermos e perdoarmos a nós mesmos. Quantas vezes os nossos erros ou o olhar crítico das pessoas que amamos nos fizeram perder o amor a nós próprios; isto acaba por nos levar a acautelar-nos dos outros, esquivando-nos do seu afeto, enchendo-nos de suspeitas nas relações interpessoais. Então, culpar os outros torna-se um falso alívio. Faz falta rezar com a própria história, aceitar-se a si mesmo, saber conviver com as próprias limitações e, inclusive, perdoar-se, para poder ter esta mesma atitude com os outros. Isto pressupõe a experiência de sermos perdoados por Deus, justificados gratuitamente e não pelos nossos méritos. Fomos envolvidos por um amor prévio a qualquer obra nossa, que sempre dá uma nova oportunidade, promove e incentiva. Se aceitamos que o amor de Deus é incondicional, que o carinho do Pai não se deve comprar nem pagar, então poderemos amar sem limites, perdoar aos outros, ainda que tenham sido injustos para conosco. Caso contrário, a nossa vida fraterna em comunidade deixará de ser um lugar de compreensão, companhia e incentivo, e tornar-se-á um espaço de permanente tensão ou de castigo mútuo.

 

Quem ama, alegra-se com os outros. Isto é impossível para quem sente a necessidade de estar sempre a comparar-se ou a competir, até ao ponto de se alegrar secretamente com os fracassos alheios. Quando uma pessoa que ama pode fazer algo de bom pelo outro, ou quando vê que a vida está correndo bem ao outro, vive isso com alegria e, assim, dá glória a Deus, porque “Deus ama quem dá com alegria” (2Cor9,7), nosso Senhor aprecia de modo especial quem se alegra com a felicidade do outro. Se não alimentamos a nossa capacidade de rejubilar com o bem do outro, concentrando-nos sobretudo nas nossas próprias necessidades, condenamo-nos a viver com pouca alegria, porque – como disse Jesus – “a felicidade está mais em dar do que em receber” (At 20,35).

 

Quem ama, tudo desculpa. É diferente de “não ter em conta o mal”; pode significar “guardar silêncio” a propósito do mal que possa haver noutra pessoa. Implica limitar o juízo, conter a inclinação para se emitir uma condenação dura e implacável: “Não condeneis e não sereis condenados” (Lc 6,37). A Palavra de Deus pede-nos: “Não faleis mal uns dos outros, irmãos” (Tg 4,11). Deter-se a danificar a imagem do outro é uma maneira de reforçar a própria, de descarregar ressentimentos e invejas, sem se importar com o dano causado. Muitas vezes esquece-se que a difamação pode ser um grande pecado, uma grave ofensa a Deus, quando afeta seriamente a boa fama dos outros, causando-lhes danos muito difíceis de reparar. O amor faz o contrário, defende a imagem dos outros e com uma delicadeza tal que leva mesmo a preservar a boa fama dos inimigos.

 

Quem ama, confia. A confiança torna possível uma relação em liberdade. Não é necessário controlar o outro, seguir minuciosamente os seus passos. O amor confia, deixa em liberdade, renuncia a controlar tudo, a possuir, a dominar. Esta liberdade, que possibilita espaços de autonomia, abertura ao mundo e novas experiências, consente que a relação se enriqueça e não se transforme numa endogamia sem horizontes. Ao mesmo tempo torna possível a sinceridade e a transparência, porque uma pessoa, quando sabe que os outros confiam nela e apreciam a bondade basilar do seu ser, mostra-se como é, sem dissimulações. Pelo contrário, quando alguém sabe que sempre suspeitam dele, julgam-no sem compaixão e não o amam incondicionalmente, preferirá guardar os seus segredos, esconder as suas quedas e fraquezas, fingir o que não é. Em uma Comunidade onde reina uma confiança sólida, carinhosa e, suceda o que suceder, sempre se volta a confiar, permite o florescimento da verdadeira identidade dos seus membros, fazendo com que se rejeite espontaneamente o engano, a falsidade e a mentira.

 

Quem ama, espera. Indica a esperança de quem sabe que o outro pode mudar; sempre espera que seja possível um amadurecimento, que as potencialidades mais recônditas do seu ser germinem algum dia. Não significa que, nesta vida, tudo vai mudar; implica aceitar que nem tudo aconteça como se deseja, mas talvez Deus escreva direito por linhas tortas e saiba tirar algum bem dos males que não se conseguem vencer nesta terra. Aqui aparece a esperança no seu sentido pleno, porque inclui a certeza duma vida para além da morte. Aquela pessoa, com todas as suas fraquezas, é chamada à plenitude do Céu: lá, completamente transformada pela ressurreição de Cristo, cessarão de existir as suas fraquezas, trevas e patologias; lá, o verdadeiro ser daquela pessoa resplandecerá com toda a sua potência de bem e beleza. Isto permite-nos, no meio das moléstias desta terra, contemplar aquela pessoa com um olhar sobrenatural, à luz da esperança, e aguardar aquela plenitude que, embora hoje não seja visível, há de receber um dia no Reino celeste.

 

Quem ama, tudo suporta. Não consiste apenas em tolerar algumas coisas molestas, mas é algo de mais amplo: uma resistência dinâmica e constante, capaz de superar qualquer desafio. É amor que, apesar de tudo, não desiste, mesmo que todo o contexto convide a outra coisa. Manifesta uma dose de heroísmo tenaz, de força contra qualquer corrente negativa, uma opção pelo bem que nada pode derrubar. Faz lembrar Martin Luther King, quando reafirmava a opção pelo amor fraterno, mesmo no meio das piores perseguições e humilhações: “A pessoa que mais te odeia, tem algo de bom nela; mesmo a nação que mais odeia, tem algo de bom nela; mesmo a raça que mais odeia, tem algo de bom nela. E, quando chegas ao ponto de fixar o rosto de cada ser humano e, bem no fundo dele, vês o que a religião chama a imagem de Deus, começas, não obstante tudo, a amá-lo. Não importa o que faça, lá vês a imagem de Deus. Há um elemento de bondade de que nunca poderás livrar-te. [...] Outra forma de amares o teu inimigo é esta: quando surge a oportunidade de derrotares o teu inimigo, aquele é o momento em que deves decidir não o fazer. [...] Quando te elevas ao nível do amor, da sua grande beleza e poder, a única coisa que procuras derrotar são os sistemas malignos. Às pessoas que caíram na armadilha deste sistema, tu ama-las, mas procuras derrotar o sistema. [...] Ódio por ódio só intensifica a existência do ódio e do mal no universo. Se eu te bato e tu me bates, e eu te devolvo a pancada e tu me devolves a pancada, e assim por diante… obviamente continua-se até ao infinito; simplesmente nunca termina. Nalgum ponto, alguém deve ter um pouco de bom senso, e esta é a pessoa forte. A pessoa forte é aquela que pode quebrar a cadeia do ódio, a cadeia do mal. [...] Alguém deve ter bastante fé e moralidade para a quebrar e injetar dentro da própria estrutura do universo o elemento forte e poderoso do amor” (Sermon delivered at Dexter Avenue Baptist Church - Montgomery-Alabama 17/11/1957).

 

 

 

Que o Menino Deus, com Maria e José, ajudem-nos a sentir a alegria do amor em nosso cotidiano. Com a Sagrada Família queremos rezar pelas nossas e por todas as demais famílias do mundo inteiro:

 

Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a vós nos consagramos.

 

Sagrada Família de Nazaré,
tornai as nossas famílias e também as nossas Comunidades Religiosas
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

 

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias e em nossas Comunidades
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

 

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém




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